Paixão por Luan Santana motiva jovem diagnosticada com paralisia cerebral a se comunicar
13/03/2026
(Foto: Reprodução) Tecnologia ajuda jovem com paralisia cerebral a se comunicar com movimentos dos olhos
A paixão pelo cantor Luan Santana incentiva uma jovem com paralisia cerebral em Pederneiras (SP) a buscar mais independência.
Com o apoio de tecnologias assistivas na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) da cidade, Camily Vitória Trevisan Tagliaboa passou a acessar o YouTube sozinha. Entre os vídeos preferidos estão as músicas do artista, especialmente o hit "Deja Vu"
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Jovem com paralisia cerebral usa tecnologia controlada pelos olhos para se comunicar
Arquivo pessoal
O interesse por Luan Santana começou na infância, por influência da irmã. Camily passou a acompanhar a carreira do cantor desde que ele se tornou um fenômeno entre os adolescentes.
Segundo a equipe da Apae, como ela possui cognição preservada, sempre demonstrou interesse pelas letras e pelo ritmo das músicas. Durante os atendimentos terapêuticos, o repertório do cantor também passou a ser usado como estímulo. Veja no vídeo abaixo.
Jovem com paralisia cerebral é fã de Luan Santana e ouvir as músicas auxilia nas terapias
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De acordo com profissionais da instituição, as músicas transformam o comportamento de Camily nos dias em que ela chega desanimada para as atividades.
Ao escutar as canções, a jovem sorri e participa mais das sessões. Os estímulos ajudam a provocar respostas positivas durante o atendimento.
Tecnologia assistiva
A tecnologia chegou à Apae de Pederneiras por meio do projeto "Mais Acesso – Laboratório de Tecnologia Assistiva na Educação Inclusiva". A unidade foi selecionada em um edital social de uma multinacional do setor de celulose.
Com o investimento, a escola estruturou um laboratório de informática acessível. O espaço conta com mouse ocular, vocalizadores, teclados ampliados, softwares de comunicação e recursos para pessoas com baixa visão.
Camily usa ferramentas de tecnologia assistiva para se comunicar com mais facilidade
Apae/Divulgação
As ferramentas permitem que alunos com limitações na comunicação oral ou na mobilidade consigam expressar pensamentos, sentimentos e necessidades. Veja no vídeo no início da reportagem.
Segundo a coordenadora técnica da instituição, Dayane Brandão, o processo de adaptação ao uso dos equipamentos exige acompanhamento contínuo.
"A comunicação por meio desse software e dos equipamentos exige adaptação e envolve diversas variáveis. É um processo que funciona como um treino contínuo. Quando identificamos que um aluno apresenta potencial para utilizá-los, conseguimos realizar a avaliação, os testes e o treinamento aqui mesmo na Apae", explica.
Tecnologia que usa movimento dos olhos ajuda estudante com paralisia a se comunicar
De acordo com Marcelo Quintino, gerente de responsabilidade social da empresa, o objetivo do edital é apoiar iniciativas que promovam inclusão e autonomia.
"Investir em tecnologia assistiva é investir em autonomia, inclusão e dignidade. Ver alunos como a Camily ampliando sua capacidade de comunicação mostra que o impacto vai muito além da estrutura física", afirma.
Ao todo, 106 propostas foram inscritas no edital e nove projetos foram selecionados em cinco municípios da região de atuação da empresa.
Com o novo laboratório, a Apae de Pederneiras também poderá testar e treinar outros estudantes que possam se beneficiar das tecnologias assistivas, ampliando as possibilidades de comunicação e participação social dentro e fora da escola.
Recursos tecnológicos ajudam na comunicação de alunos da Apae em Pederneiras
Apae/Divulgação
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